O Halloween tá quase aí, mas eu acho que ainda dá tempo pra alguma inspiração, certo?
Vocês sabem que eu adoro criar paletas de cores, já até ensinei como fazer isso aqui. Eu me inspiro muito em paletas de cores nos meus projetos para o blog e também em projetos pessoais porque ter uma ideia das cores ajuda muito na hora de tomar decisões.
Por exemplo, se você vai montar uma mesa com o sousplat laranja e preto, não faz sentido colocar pratos vermelhos ou azuis, o mesmo pra toalha de mesa e assim por diante. A mesma lógica pode ser usada pra decoração em geral – se você vai decorar um quarto de criança com o tema Harry Potter, não faz sentido encher de itens rosa neon, certo?
Pensando nisso, o post de hoje é uma inspiração para receitas e decoração de Halloween. Pode ser que já não dê tempo de replicar todas as peças que vão aparecer nesse post, mas fica comigo porque as inspirações são lindas e, aliás, podem servir para o outono do ano que vem!
Hoje eu vou dar para vocês 4 paletas de cores de Halloween: 3 delas inspiradas em receitas gratuitas e a última é uma paleta simples de cores Halloweenísticas, que pode combinar mais com peças de crochê para a casa, como tapetes e sousplats.
A primeira paleta de cores foi inspirada na Bruxinha Pumpkin, que você encontra no perfil Amigurumi da Má no Instagram (a receita está aqui nesse link).
Contam as histórias que a Pumpkin gosta de dançar entre as plantações de abóbora e, ao fazer isso, outras bruxinhas vem acompanhá-la. Nada melhor do que uma bruxinha super meiga e seu grupo de amigas reunidas para comemorar o Dia das Bruxas, né?
A segunda paleta de cores de hoje foi inspirada no Demogorgon recriado pela Klarissa (você encontra a receita na página do ateliê dela aqui). Essa receita além de super fácil de seguir, é muito especial para a Klarissa, pois foi a primeira receita de amigurumi pensada e criada por ela e que, além de tudo, representa o amor que ela tem pela série Stranger Things.
Nem só de abóboras vive o Halloween – e com certeza os monstrinhos fazem parte desse universo. E se esse não é o Demogorgon mais fofo da história, eu não sei o que é! Os fãns da série vão entender 🙂
A terceira paleta de cores de hoje foi inspirada na Fox Pumpkin (a receita é em inglês e você encontra aqui).
Parece que estamos tendo uma tendência aqui nesse post e no Halloween desse ano em geral, que é ressignificar símbolos tradicionais do Halloween com personagens fofos – uma forma incrível de dar novos ares às datas comemorativas anuais.
E a última que eu deixo aqui pra vocês é essa em tons quase degradês de marrom avermelhado, com um toque vinho pra apimentar as coisas um pouco. Você pode usar todas ou apenas uma combinação de 3 ou 4 cores da paleta.
Tenho certeza que todos os projetos que você criar com essas paletas ficarão lindos e lembre-se: use-as como inspiração e não limite sua criatividade!
Qual dessas paletas de cores de Halloween vocês gostaram mais? Me contem aqui nos comentários, sigam o Uai Blog lá no Instagram e também no Pinterest.
Na nossa série Crochê com História de hoje temos o motivo de crochê Marcia, que recebe o nome da minha mãe pois foi ele um dos primeiros que ela aprendeu com a sua avó.
A família da minha mãe tem suas raízes na cidade de Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais. Foi lá que minha avó foi criada com os irmãos, em meio a muito trabalho. Eu não conheci minha bisavó, mas ela é lembrada com carinho pela minha mãe e minha madrinha, e as histórias são muitas.
Uma dessas histórias é do costume da minha bisavó de sentar no batente da porta da frente após o almoço para crochetar. Numa cidade do interior a 40 anos atrás esse também era o momento de “ver o movimento da rua” e conversar com os conhecidos que passavam.
Minha mãe e os irmãos iam sempre à casa da avó. Minha mãe sempre acompanhava a avó nessas tarde, e foi numa dessas vezes que ela começou a aprender o crochê. Minha mãe conta que a avó ensinava bem, mas não tinha paciência quando ela fazia os pontos errados. Nessas horas, ela desmanchava o trabalho inteiro para que ela começasse de novo. E de novo. E de novo.
E assim ia, até o final da tarde, quando enfim as agulhas descansavam e era hora de preparar a sopa do jantar – em uma panela de ferro que minha mãe herdou e usa até hoje.
O motivo de crochê Marcia era a peça principal de uma colcha que minha bisavó fazia de encomenda. Ela era composta por longas tiras desse motivo, unidas por um entremeio. É uma pena que não temos uma dessas mantas para mostrar. A que tinha na casa da minha avó se desfez a uns anos atrás, pelo tempo de uso.
Nesse ano a minha mãe replicou o motivo nesse caminho de mesa da foto.
Fica lindo, né?
E o melhor de tudo é que é um motivo super fácil de fazer – apenas uma sequência de pontos altos e correntinhas em fileiras. E sem demoras, vamos à receita? Você pode seguir o passo a passo ou pegar diretamente o gráfico, o que você preferir!
Receita passo a passo motivo de Crochê Marcia:
Gráfico motivo de Crochê Marcia:
Na foto seguinte temos 3 motivos feitos com linhas diferentes: Duna azul e branca (16×27 cm), lã laranja (18×31 cm) e Barroco cru (20×33 cm). Assim você já pode ter uma ideia da textura das linhas no motivo.
Me conta, gostou do motivo de hoje? Veja outro motivo de crochê com história aqui.
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Estou escrevendo esse post no ano de 2020 para comemorar o Dia Internacional do Crochê que é hoje, dia 12 de Setembro.
Esse foi um ano que não foi fácil para ninguém. Para algumas de nós mais, outras menos. Financeiramente, psicologicamente, emocionalmente. Uma montanha-russa de emoções o ano inteiro. Cada uma de nós enfrentou e está enfrentando uma necessidade diferente e foi observando isso que pensei nesse post.
A ideia é compartilhar com você algumas ideias para colocar em prática alguma coisa que você sabe fazer. Pode ser qualquer coisa: jardinagem, cozinhar, costurar, desenhar… Eu vou usar como exemplo o crochê, pois esse é o tema do blog e da maioria dos posts e também o que mais gosto de fazer. Mas como eu disse, você pode encaixar aqui o que você sabe fazer e até mesmo se está pensando em aprender algo novo.
As ideias que vou dar aqui não são apenas para quem quer ganhar dinheiro mas também para quem quer fazer algo diferente com o seu hobby, sem necessariamente ser uma fonte de renda principal. Vamos lá?
Compartilhar
Compartilhe as suas criações na internet! Tem feito suas peças de crochê em casa, para passar o tempo no final de semana? Não vive de vender as peças mas tem crochê espalhado pela casa e dá de presente pra família e pros amigos?
Se você usa as redes sociais, até mesmo o WhatsApp, você pode tirar fotos das peças e postar. E acredite em mim: não precisa ser nada elaborado como a gente vê por aí. Você só precisa de uma boa luz (uma janela, por exemplo) e lembrar de limpar a câmera do celular (é sério! passe um paninho na lente antes de tirar as fotos sempre, faz toda diferença). Pegue a peça que quer fotografar, prepare o telefone, coloque em um local com bastante luz e simplesmente experimente com vários ângulos. Você pode tirar dezenas de fotos, de cima, de baixo, de lado. Faça disso um processo leve, vá descobrindo o melhor ângulo. Quando achar que a foto está boa, compartilhe na sua rede social preferida ou no status do WhatsApp mesmo. É uma ótima forma de se distrair, passar o tempo e de quebra aprender a fotografar.
Doar
Eu gosto muito de ações voluntárias e acho que, se isso é algo importante para você também, vale a pena criar as peças para doar. Todos os anos nós temos diversas campanhas de doação de agasalhos, por exemplo. Se você faz roupas de crochê, tricô ou costura, está aí uma ideia. Brinquedos também são ótimos e fazem a alegria das crianças nas creches, orfanatos e associações relacionadas.
Ensinar
Se você tem um ateliê ou uma base sólida de clientes para vender suas peças, considere oferecer cursos. É uma ótima maneira de aumentar a renda com menos esforço do que criar peça por peça. Mas se você faz crochê como hobby, tem um tempo livre e é boa em explicar a técnica, isso pode ser uma boa ideia também. Nesse caso as aulas podem ser gratuitas, pagas com preço simbólico ou com valor cheio (por que não?), você pode usar o dinheiro como renda extra para comprar as linhas ou doar o valor para sua instituição de escolha. Além disso, ensinar é a melhor maneira de aprender e também de conhecer pessoas novas. E não se esqueça, atualmente temos diversas opções para ensinar à distância, pelo celular mesmo em aulas particulares, um canal no YouTube ou outra rede social.
Vender
Vender, é claro, é o mais importante para quem está buscando uma renda extra e transformar o crochê em negócio. Estou falando aqui das peças, mas a ideia de oferecer cursos é boa de se considerar também. Eu posso fazer um outro post totalmente dedicado a como vender as peças pela internet, mas algumas dicas básicas: você precisa dedicar um tempo para tirar boas fotos e você precisa aprender a calcular o preço do seu produto corretamente. Além disso, a melhor estratégia que eu acho é escolher um tipo de produto e focar nele: serão roupas, para bêbes ou adultos? Peças de decoração, quais? Sousplats? Tapetes? Flores? Assim você se especializa mais rápido e passa a ser conhecida pelo produto.
Mas vender as peças é uma coisa óbvia, né? Outra coisa que poucas pessoas pensam é que você também pode vender as suas próprias receitas! É boa em traduzir as instruções das peças que você cria para o papel? Essa pode ser uma boa e existem boas plataformas para vender os arquivos digitais, como Elo7, Hotmart ou Eduzz. E no tópico anterior eu também dei a dica dos cursos, ótima para quem já crochetou muito nessa vida e gostaria de passar isso para mais pessoas.
Se você não faz crochê mas tem outro hobby, eu espero que essas ideias tenham te inspirado também. Me contem nos comentários!
Muito crochê e ideias para vocês nesse Dia Internacional do Crochê e nos vemos no próximo post.
Acompanhe o passo a passo do motivo de crochê Beth e a história que inspira esse post. Me conta: quais as suas histórias com o crochê?
Lá pelos idos dos anos 70 eu ia muito para a casa da minha avó em Conceição do Mato Dentro, interior de Minas Gerais. Foi com ela que aprendi a crochetar, mas o motivo de hoje tem outra história.
Na mesma cidade moravam outros parentes e amigos da família. Uma delas era a Beth. Eu costumava esperar que ela chegasse da escola para ir na casa dela, e lá a gente ficava conversando enquanto Beth crochetava. Nessa época ela já sabia os pontos e receitas, e eu ainda não.
Eram tempos rígidos, as nossas mães não paravam, e não podiam nos ver paradas também. Num desses dias, a mãe de Beth a pegou deitada com seu crochê e lhe tascou um belo elogio: “menina preguiçosa!” – mas não podemos negar, para nós eram mesmo tardes tranquilas e preguiçosas, em meio a fios e histórias.
Um tempo atrás, já com filhos criados e aproveitando tardes tranquilas agora conquistadas, voltei à casa de Beth, e foi dessa vez que ela me ensinou esse motivo de hoje. É um motivo rápido de tecer, os pontos simples, no entanto, revelam detalhes delicados.
Espero que gostem do motivo Beth. Como vocês podem imaginar, recomendo como projeto para tardes tranquilas, e as toalhinhas podem ser usadas para enfeitar a mesa pro café da tarde.
Para adaptar o motivo de crochê Beth e fazer uma peça maior, como sousplats e toalhas de mesa, basta repetir o ponto Leque antes da última volta com pontos picô. Por outro lado, para terminar a peça em tamanho menor, servindo por exemplo para um porta copo, logo após a volta #5, salte todas as voltas e vá direto à volta #12.
Eu usei um barbante antigo que estava perdido aqui em casa, não vou saber o nome, mas ele tem 5 fios. A agulha foi a de 2,5mm. Se achar muito rústico usando barbante, uma linha mais fina traria um ar mais delicado à peça. Para saber mais sobre diferenças dos efeitos das linhas acesse esse post aqui e esse outro aqui.
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Para mais inspirações de crochê, siga a pasta Crochê Brasil no Pinterest. E se quiser contribuir com o grupo, é só deixar um comentário nesse post.
A variedade incrível de agulhas de crochê – como escolher a ideal para cada trabalho?
A variedade de agulhas de crochê disponíveis atualmente é incrível! Neste post, você vai conhecer os modelos mais populares, os materiais de fabricação, o guia de tamanhos, o teste do gancho, onde comprar agulhas e, claro, como sempre escolher a agulha de crochê certa para qualquer projeto.
Porque a escolha da agulha de crochê é tão importante?
A agulha de crochê é a ferramenta essencial de qualquer crocheteira. Sabia que o tamanho da agulha afeta diretamente o resultado do seu trabalho? Escolher a agulha certa é importante para evitar problemas como dores nas mãos e pulsos. Uma agulha pequena demais deixa os pontos apertados e difíceis de trabalhar; uma grande demais faz com que o fio escorregue, dificultando a criação dos pontos e afetando a forma do trabalho.
Para as crocheteiras já experientes, saber qual agulha usar é algo quase natural. Mas para quem está começando é uma tarefa e tanto, principalmente se a receita escolhida não informar qual agulha usar. Esse post é para quem tem dúvidas sobre os tipos de agulhas de crochê e como escolher a que melhor se adapta ao estilo pessoal.
Tipos de agulhas de crochê – conheça os materiais e suas particularidades
Existem quatro materiais principais de agulhas: aço niquelado, alumínio, plástico e bambu. Cada um tem características únicas que podem influenciar o seu trabalho.
Agulhas de aço niquelado: perfeitas para trabalhos delicados, especialmente com linhas finas. São tradicionais e geralmente encontradas em tamanhos menores (até 2 mm).
Agulhas de alumínio e plástico: leves e disponíveis em uma maior variedade de tamanhos, são ótimas para diferentes tipos de projetos.
Agulhas de bambu: são bonitas, mas, pessoalmente, acho que o fio não desliza tão bem nelas. Se você se adapta, é ótimo! Estas também têm opções de tamanho variados.
Além das agulhas tradicionais, temos as de ponta dupla e as ergonômicas, que ajudam a reduzir o impacto dos movimentos repetitivos no crochê. As de cabo emborrachado, por exemplo, oferecem uma pegada firme, ideal para quem crocheta por longas horas.
Guia de tamanhos de agulhas de crochê: como saber qual usar para cada fio?
A numeração das agulhas de crochê varia bastante, de 0,5 mm até mais de 20 mm. Geralmente, o fabricante da linha indica o tamanho ideal da agulha. Mas, para garantir o melhor resultado, vale fazer o “Teste do Gancho”:
Gancho pequeno para o fio: agulha pequena demais.
Gancho grande para o fio: agulha grande demais.
Gancho ajustado ao fio: agulha do tamanho certo!
Na imagem a seguir dá pra entender melhor como o tamanho da agulha é definido: é a circunferência do eixo abaixo do gancho.
Mais pra frente aqui no texto eu vou explicar que não basta seguir a indicação de agulha do fabricante/receita. É preciso levar em consideração qual a tensão você usa para crochetar. Sendo assim, a seguir eu resumi os tamanhos mais comuns de agulhas para cada barbante, para servir como um indicativo apenas. Na dúvida, faça o teste do gancho.
Barbante 02: agulha de 1,75 a 2,00 mm
Barbante 03: agulha de 2,75 a 3,00 mm
Barbante 04: agulha de 3,25 a 3,50 mm
Barbante 06: agulha de 3,50 a 4,00 mm
Barbante 08: agulha de 4,50 a 5,00 mm
Nesse post aqui eu fiz uma comparação entre barbante Barroco e fio Duna no resultado final de um sousplat, caso você tenha dúvida de qual linha usar para esse tipo de peça.
Qual agulha de crochê usar para fio de malha?
O fio de malha não é um “fio” propriamente dito. Com origem sustentável, é um reaproveitamento da indústria têxtil que, de uns anos pra cá, começou a ser comercializado. Pode ser usado no artesanato em geral, mas as crocheteiras adotaram o fio de malha pra si e o usam principalmente para tapetes, bolsas, sousplats e cachepôs.
Como cada marca tem seu tamanho e até mesmo cada lote da mesma marca pode ter um tamanho diferente, o melhor jeito de saber qual agulha usar com fio de malha é fazendo o teste do gancho que eu expliquei anteriormente.
Equivalência de tamanhos de agulhas de crochê – guia rápido para receitas internacionais
Se você segue receitas em inglês, talvez encontre uma numeração diferente. Confira nossa tabela de equivalência para converter os tamanhos e facilitar o entendimento de receitas internacionais.
Além disso, se você quer ler uma receita em inglês mas não sabe o idioma, leia esse post aqui.
Afinal, qual agulha de crochê escolher?
O fator mais importante é a tensão que você usa ao crochetar. Eu, por exemplo, tenho o ponto mais apertado – coloco mais tensão no fio. A minha mãe, por outro lado, tem o fio mais frouxo – ela coloca menos tensão no fio. No exemplo das agulhas para barbante, como mencionei no tópico anterior, a mais comum para barbante 6 é a 3,5 mm, mas se seu ponto é mais apertado você pode usar a 4 mm ou então, se seu ponto é mais frouxo, você pode usar a agulha 3 mm. Ou seja, não há uma resposta certa para essa pergunta, você deve testar de acordo com o seu estilo de crochetar!
Na grande maioria dos casos, pequenos ajustes de tamanho de agulha não vão afetar o trabalho final justamente porque estão compensando pela maior ou menor tensão usada pela artesã. No entanto, sempre vale a pena fazer alguns testes (principalmente usando as amostras), especialmente se você vai crochetar peças de roupa.
Em relação a qual tipo de material da agulha de crochê escolher, isso é realmente questão de gosto e adaptação. Por muitos anos eu usei as agulhas de aço niquelado que minha mãe herdou da avó. Demorei pra me adaptar às agulhas emborrachadas porque o cabo é mais grossinho, mas são as que eu uso hoje. Se você tiver tendência a sentir desconforto nas mãos após muito tempo crochetando, eu recomendo que você opte pelas agulhas ergonômicas pois elas fornecem uma posição mais confortável no geral.
Quanto custa e onde comprar agulhas de crochê?
Você encontra agulhas de crochê de praticamente todos os preços, variando de 5 a 100 reais, dependendo da marca. É possível comprar as agulhas separadamente mas existem também os kits com vários tamanhos.
Algumas das marcas mais famosas são: Círculo, Corrente, Tulip, EuroRoma, São João, Clover, Telanipo, We Care About.
É bem provável que, se na sua cidade tem um armarinho, você encontre as agulhas mais tradicionais por lá. Porém costuma ser pela internet que a gente acha mais opções e marcas diferentes. Se você tem receio ou não sabe como comprar pela internet, acesse esse post aqui onde eu dou várias dicas e explico o passo a passo.
Se você gostou desse post, compartilhe no Pinterest ou na sua rede social favorita! Deixe um comentário se tiver dúvidas e nos vemos no próximo post!
Crédito da foto usada nessa imagem e na imagem de capa do post: Image by sato1mo from Pixabay
Essa receita de sousplat de crochê C2C é um bônus do meu curso gratuito de crochê C2C. Não sabe que técnica é essa? Acesse aqui para saber mais e se cadastrar gratuitamente no curso.
Eu amo a técnica C2C por vários motivos. Ela usa apenas 3 pontos: correntinha, ponto baixíssimo e ponto alto. É fácil de acompanhar as carreiras. O trabalho fica pronto muito rápido. O gráfico é muito simples de fazer, facilitando qualquer uma de nós de criar suas próprias peças.
A receita de sousplat que eu compartilho com você hoje usa 2 cores de linha e pode facilmente ser adaptada para somente 1 cor. E é claro, você pode usar as cores que tiver em casa. Se por acaso você estiver sem linhas por aí nessa quarentena, acesse esse post aqui onde eu ensino a comprar pela internet.
O resultado do ponto C2C eu também acho lindo, porque dá esse efeito de onda sem a gente ter que elaborar os pontos de base. É o resultado natural do próprio ponto.
A minha recomendação de cor foi pensando nas próximas estações. Acho que esses sousplats ficarão lindos para a primavera e o verão.
Para baixar o pdf com a receita completa passo a passo, preencha o formulário:
Eu fiz essa receita com muito carinho e cuidado. Sei que ler e aprender uma nova técnica de crochê pode ser difícil no início, por isso detalhei passo a passo e com fotos para que você não tenha nenhuma dúvida. Dá só uma olhada na prévia do pdf:
Se você foi aluna do curso de crochê C2C, pode ser que já saiba acompanhar um gráfico dessa técnica, né? O gráfico também está incluído no passo a passo da receita, mas eu deixo ele aqui caso você não queira baixar o pdf.
Espero que você goste! Quer mais receitas de sousplat de crochê C2C? Me conta o que achou da receita nos comentários?
Uma das dúvidas mais frequentes que as leitoras procuram aqui no blog é qual linha usar para fazer determinada peça. Alguns anos atrás ainda era comum a gente acompanhar receitas ou gráficos somente por revistas ou livros e, neles, já vinha tudo especificado: linha, agulha, amostra.
Nos dias de hoje, porém, temos o Pinterest, Google e outras oportunidades de encontrar gratuitamente gráficos e receitas que nem sempre vem com todas as especificações. E mais do que isso, a oferta de linhas com materiais e cores diferentes faz a gente querer experimentar a mesma receita com outras opções. É nessa hora que podemos ficar perdidas, tentamos adaptar e não dá certo, a agulha não bate, a peça final fica estranha.
Essa série de posts aqui no blog comparando barbantes e linhas é exatamente pra ajudar a gente a entender como alterar materiais e agulha em uma receita e ter um resultado lindo no final. Aqui no blog também tem uma comparação entre duas linhas diferentes, você pode acessar aqui.
Comparação entre barbantes para crochê com a mesma receita
Infelizmente eu não tenho uma resposta pronta de como uma receita ou gráfico pode ser adaptada. Isso porque na minha experiência, já teve vezes em que eu simplesmente troquei o número da agulha e mantive a linha e deu certo. Teve vezes que não. Teve vez que troquei a linha e mantive a agulha e deu certo, outras não. Tem horas que nada dá certo, somente experimentando e testando muito pra conseguir adaptar.
A comparação entre barbantes para crochê que eu mostro aqui hoje é dessas que deu tudo certo. A receita original foi publicada no primeiro volume da revista Trabalhos em Barbante, em 1994. E é uma receita de sousplat, ou jogo americano, se preferir.
O barbante da revista é o Santa Rosa nº4, com agulha 4mm (eu não achei esse barbante para venda na internet, mas se quiser comprar outros barbantes, use esse link aqui). A peça fica com 52 por 34cm, delicada e ainda é possível bordar em ponto cruz nos pontos baixos entre os motivos trançados. O que é uma ótima dica, aliás, caso você esteja buscando formas de destacar seu produto final da concorrência.
Como você pode imaginar, comecei esse pequeno projeto sem saber muito bem o que eu teria no final. Eu mantive a agulha 4mm e usei o barbante Barroco nº6 (a sugestão da marca para o Barroco é de agulha 4 a 4,5mm). Como eu não conheço o barbante Santa Rosa indicado pela revista, fiquei muito feliz que a minha escolha de barbante combinou muito bem com a receita original, dando forma a uma peça exatamente igual à da revista, mas um pouco maior, com 57 por 36cm.
Apesar da diferença de tamanho entre as duas peças ser pouca, pelas características do barbante que eu usei, não acho que ele cabe para ser usado como sousplat. No entanto, é perfeito para ser usado como um pequeno tapete. Como era de se esperar, o bordado sugerido na revista também não funciona, até porque o tapete vai pro chão e seria um completo desperdício de bordado, né?
Algumas dicas para suas adaptações darem certo
Alguns pontos que eu considero importantes quando a gente começa uma adaptação e não sabemos muito bem no que vai dar. Vá observando desde o início se o trabalho não vai enrugando ou ficando puxado demais. Se enruga, agulha ou linha estão grandes demais. Se repuxa é o contrário, agulha ou linha estão muito pequenas. Isso pode ser mais fácil de ver logo no início em motivos redondos. Nas peças quadradas ou retangulares, esse tipo de defeito pode aparecer somente após a metade da receita – o que realmente é uma coisa muito chata.
Tente também dar uma avaliada no tamanho final que a peça poderá ter. Por exemplo, no caso desse tapete, logo após algumas carreiras no início eu consegui ver que não ficaria bom para sousplat, mas que provavelmente poderia ser usada como tapete. Isso é importante porque às vezes, a alteração pode resultar numa nova peça com um tamanho digamos assim, estranho, que não “encaixa” bem para nenhuma finalidade. Vira apenas um motivo de amostra sem muito uso prático.
Em motivos redondos isso é mais problemático, porque você pode acabar com uma toalhinha que não é nem grande demais, nem pequena demais, não cabe na sua mesa de jantar mas também não cabe na mesa de centro… Com certeza você já passou por alguma situação assim e consegue simpatizar com essa sensação aqui.
Espero que essa comparação entre barbantes para crochê e as minhas dicas de hoje te ajudem nas suas adaptações futuras.
Ah, e eu que não consigo parar de olhar essas fotos com a minha gatinha que, gentilmente, aceitou fazer essa sessão de fotos?
A minha dúvida agora é se eu já começo a usar o tapete aqui em casa ou se dou ele de presente para a minha filha. O que você acha? Me ajude a decidir aqui nos comentários.
Um abraço e até mais!
Notas:
Como é uma revista paga, eu não posso reproduzir a receita aqui. Mas acredito que o post vai te ajudar bastante na hora de fazer suas próprias adaptações.
Esse post contém links afiliados: ao comprar qualquer produto indicado nos links, eu ganho uma pequena comissão sobre o valor, sem nenhum custo adicional para você. Essa é uma forma de ajudar a manter o blog no ar.
Como lavar crochê? Como guardar as peças? Posso passar a ferro? E se encardir? Este post é um guia completo de como cuidar das suas peças de crochê, seja de vestuários ou decoração. Se você vende, vai presentear ou ganhou uma peça de crochê, as dicas são pra você.
Como todo trabalho feito a mão, peças de crochê são delicadas. A manutenção não é tão trabalhosa, mas exige alguma atenção. Vem comigo e vamos aprender desde cuidados básicos enquanto tece a peça, até como lavar, guardar e fazer a manutenção das suas peças de crochê para que elas permaneçam lindas por anos e anos.
Cuidados enquanto está tecendo a peça
Novelos: o jeito que eu mais gosto de armazenar meus novelos enquanto estou tecendo é individualmente em um saco plástico. Eu acredito que assim a fricção da linha com o material ao redor é menor, do que quando o novelo está simplesmente dentro de uma bolsa de pano.
Agulhas: manter agulhas e outras ferramentas limpas é algo tão óbvio, que a gente até esquece. Na verdade, esse hábito está mais relacionado com a manutenção dos objetos em si, e não com as peças de crochê propriamente ditas. Por isso, guarde bem suas agulhas, preferencialmente em estojos apropriados ou com a ponta virada pra cima, se colocadas em algum porta objetos. Regularmente você pode tirar a poeira daquele itens que não estão em uso. Um pano úmido é suficiente.
Higiene das mãos: coloquei esse tópico aqui só para reforçar mesmo. Lave as mãos antes de começar a tecer 😉
Mantas, colchas e outras peças grandes: quando a peça de crochê começar a ficar grande a ponto de encostar no chão, considere tecer em cima da cama ou em um sofá onde seja possível acomodar o trabalho. Dessa forma você evita que a peça arraste no chão, sujando ou danificando a peça.
Se você estiver cheia de ideias, mas não tem linhas ou agulhas, veja esse post aqui sobre como comprar pela internet.
Mantendo a forma: se estiver tecendo muitos quadrados da vovó, círculos e outras peças pequenas, que serão depois unidas para formar uma peça maior, considere guardá-las presas a uma placa emborrachada usando alfinetes ou varetinhas de bambu, como na foto a seguir. É uma boa ideia para manter a forma das peças já prontas, afinal, todas nós sabemos que as peças podem encolher ligeiramente ou perder a forma se guardadas muito tempo de forma não apropriada.
Para o processo de lavar suas peças de crochê, em primeiro lugar verifique a etiqueta que vem com a linha. Se você vende crochê, considere incluir uma etiqueta replicando as informações que vem com as linhas usadas na peça (mais sobre isso no final desse post). Se você tem uma peça que não veio com instruções de lavagem, observe as recomendações gerais a seguir.
Lavagem: de maneira geral, prefira lavar todos os tipos de peça à mão, com água em temperatura ambiente/fria. No entanto, cada tipo de fibra também tem suas especificações próprias, descritas abaixo.
Algodão e linho (100% fibras vegetais): podem ser lavadas à máquina em um ciclo rápido e para roupas delicadas. Água morna ou fria podem ser usadas. Se precisar passar, use vapor não muito quente e coloque um lençol por cima da peça para o vapor/ferro não encostar diretamente – mas, geralmente, peças de crochê não precisam ser passadas.
Tapetes e mantas mais resistentes podem ser aspirados na velocidade leve – mas sempre faça o teste em uma pequena área da peça para ver se os pontos vão aguentar o aspirador.
Lã e outras linhas acrílicas (100% acrílicas): podem ser lavadas à máquina em ciclos normais com outras roupas. Não podem ser passadas a ferro ou vapor.
Lã ‘verdadeira’ (100% fibra animal): devem ser lavadas à mão e com água fria. Se usar água quente, a lã encolhe e pode sofrer os efeitos de ‘feltragem’, alterando completamente a característica da fibra. Nunca devem ser passadas a ferro ou vapor.
Peças com fibras/linhas mistas: na dúvida, use a dica anterior de lavar à mão e com água fria. Seque na horizontal, na sombra, e não use ferro ou vapor.
Uma dica extra quando for lavar à máquina é colocar peças delicadas dentro de fronhas de algodão ou sacos próprios para esse fim, assim evita-se muita fricção com outras roupas dentro da máquina.
Em dúvida de qual linha usar? Veja esse post aqui onde eu falo sobre linhas para sousplats, mas pode ser vir de inspiração para outras peças de crochê na decoração.
Produtos para limpeza: prefira produtos leves, como sabão neutro, sem perfume e pouco abrasivos. Produtos voltados para roupas de bebê são ideais. O uso de amaciante é importante para devolver a maciez da fibra. Se for lavar a peça a mão, você pode até mesmo usar shampoo e condicionador se não tiver nenhum produto mais delicado.
Enxágue: quando usar a máquina, evite a centrifugação muito pesada. Peças delicadas lavadas a mão não devem ser torcidas, mas apertadas gentilmente para retirar o excesso de água.
Secagem: todas as peças de crochê devem ser secadas na horizontal para evitar a deformação dos pontos. Se colocadas na vertical, o peso da água puxa a peça pra baixo, podendo deformar a peça de forma irreversível. Acredite! Eu fiz isso com um tapete de porta uma vez. Além da marca do prendedor, fiquei usando o tapete que era pra ser retangular e foi transformado em um lindo só que não trapézio, rs. Coloque um lençol por baixo, para absorver a água e deixe a peça secando à sombra. Se precisar, troque o lençol e deixe secar até ter completa certeza de que está seco. Outro passo importante é arrumar a peça e colocar no lugar os pontos e formas quando deixar para secar, é muito mais fácil do que remodelar a peça já seca.
Dicas para manutenção das peças de crochê
Peças de roupa: cuidados com peças que podem puxar o fio, como anéis, zípers, brincos, etc.
Manchas e encardidos: se depois de lavar o crochê, você ainda tiver pequenas manchas, elas podem ser removidas usando um sabão ou detergente mais forte, apenas no local desejado. Esfregue com os dedos e deixe agir por algum tempo. Enxágue e repita o processo se necessário. Para manchas mais difíceis, consulte as especificações de uso daqueles removedores de manchas mais pesados, para se certificar de que podem ser usados na fibra da sua peça. Siga à risca as instruções. Para desencardir peças brancas de algodão ou linho que ficam amareladas, uma alternativa é mergulhá-las em uma solução de anil, seguindo as instruções do rótulo do produto.
Reparos: pequenos danos, fios soltos ou pontos que se arrebentam podem ser costurados usando uma linha da mesma cor. Mas, infelizmente, se o estrago for muito grande, não há muito o que possa ser feito.
Cuidados antes de vender ou dar de presente
Precisa higienizar a peça antes de vender ou presentar? Na minha opinião, se for uma peça de vestuário, sim. Se for um item de decoração, eu acho que não.
Armazenando: peças de crochê não podem ser armazenadas na vertical (em cabides, por exemplo), pois isso deforma os pontos. Peças de roupa eu guardo dobradas e, se possível, naqueles sacos de tnt ou outro tecido que deixe a peça respirar. Itens de decoração como tapetes e sousplats eu guardo dobrados em sacos plásticos transparentes e abertos – como estão em constante uso e eu alterno o uso entre os modelos, nunca ficam em sacos por muito tempo. Mas, se você vai armazenar antes de vender ou presentear, ou por muito tempo em casa mesmo, coloque nos sacos que eu mencionei antes, onde a peça possa respirar. Se lavar a peça, certifique-se de que está completamente seca antes de guardar. Calor e umidade extremos devem ser evitados, pois podem danificar a estrutura dos fios.
Etiquetas de cuidados: uma ótima ideia é anexar uma pequena etiqueta com instruções rápidas de cuidados e lavagem. Você pode escrever a mão, criar as suas próprias no computador, ou baixar e imprimir as etiquetas que eu preparei a seguir. Cada material tem suas especificações, mas eu criei um modelo com recomendações gerais que se aplicam a todo tipo de linha.
Cadastre-se para baixar as etiquetas com instruções de cuidados com as peças de crochê para seus produtos!
Deixe nos comentários as dúvidas que você ainda tiver sobre como lavar e cuidar das suas peças de crochê.
Para mim, melhor que uma receita de crochê com gráfico e passo a passo, é uma receita que pode virar duas peças sem ter que fazer muitas adaptações!
Por isso hoje temos esse motivo de crochê para fazer uma toalhinha redonda com apenas 9 voltas mas que, se você fizer só até a 5ª volta, fica pronto um porta copo simples mas muito fofinho.
Na foto abaixo, temos a toalhinha feita com o gráfico completo. Ela tem no total 23 cm de diâmetro e a linha usada dá esse brilho lindo pra decoração.
E nessa foto temos o porta copo, feito apenas até a 5ª carreira do gráfico. Eu usei uma linha diferente pra gente ver a diferença na peça.
Rubi – Motivo de crochê para porta copo
Agora é sua vez. Solte a sua imaginação com cores e linhas diferentes e vem fazer essas belezinhas. Vamos começar com o porta copo? Para a peça da foto eu usei lã 100% acrílica e agulha nº 4. O porta copo ficou com 14 cm de diâmetro.
No gráfico a seguir você pode acompanhar carreira por carreira sem dificuldade, pois elas estão em cores alternadas.
E para quem gosta ou prefere o passo a passo escrito, aqui vai:
[mv_create key=”1″ type=”diy” title=”Porta Copo de Crochê Rubi” thumbnail=”https://uaiconfeitaria.com.br/wp-content/uploads/2020/07/porta-copo-4.jpg”]
Rubi – Motivo de crochê para toalhinha
Agora, se você até a 5ª carreira e não quer parar, pode continuar e terminar a toalhinha. Para a peça vermelha na foto, eu usei linha Mila e agulha 3mm. Ela vai ficar assim:
Esse é o gráfico dela, com as cores das carreiras alternadas como no gráfico do porta copo.
E novamente, segue a receita passo a passo em detalhes (se você já fez até a quinta carreira, pode começar lendo a partir da sexta carreira).
[mv_create key=”2″ type=”diy” title=”Toalhinha de Crochê Rubi” thumbnail=”https://uaiconfeitaria.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Motivo-de-crochê-Rubi-2.jpg”]
Adaptações
Algumas ideias para adaptações.
Você pode repetir a carreira nº 4 até ter um tamanho suficiente para um sousplat de crochê.
Trocando para uma linha mais grossa ou uma agulha maior, você também aumenta o tamanho da peça final.
Para fazer várias peças menores com o mesmo gráfico, use uma linha e agulhas mais finas. Peças menores podem ser unidas para formar roupas, como saias e xales.
Se quiser, você pode ler mais sobre diferença entre linhas nas peças de crochê aqui nesse post. E se quiser aprender a calcular o preço final das suas peças, leia esse post aqui.
Olá! Hoje, trouxe um vídeo especial de crochê para iniciantes, onde reuni os pontos básicos de crochê em um vídeo curto que você pode assistir e pausar quantas vezes precisar para acompanhar cada detalhe.
Por que aprender os pontos básicos de crochê?
A ideia é que você treine bem esses pontos essenciais. Assim que conseguir fazer todos de maneira uniforme e no mesmo tamanho, você já estará pronta para desafios mais avançados no crochê. Treinar esses pontos básicos é fundamental para quem quer aperfeiçoar a técnica e ganhar confiança na agulha!
Materiais de crochê para iniciantes – O que você vai precisar
Não se preocupe! O material necessário para começar no crochê é bem simples. Eu recomendo iniciar com uma linha e agulha mais grossas, pois isso facilita entender os movimentos da agulha. Mas qualquer tamanho de linha e agulha que você já tiver em casa também serve para praticar os primeiros pontos.
Aqui está a lista básica para quem está dando os primeiros passos:
Agulha de Crochê:
Para iniciantes, é melhor começar com uma agulha entre 4 mm e 5 mm. Agulhas maiores são mais fáceis de manusear e ajudam a ver melhor os pontos.
Se possível, opte por agulhas com cabo ergonômico, pois oferecem mais conforto ao crochetar. Agulhas de alumínio ou plástico são leves e boas para quem ainda está pegando o jeito.
Em dúvida sobre qual agulha usar? Confira esse post aqui.
Linha de Crochê ou Fio:
Recomendo começar com um fio de espessura média, como um fio de algodão 100% ou um barbante leve (números 4 ou 6), pois são fáceis de trabalhar e não escorregam tanto.
Cores claras também são melhores para iniciantes, pois permitem visualizar melhor os pontos e entender a construção do crochê.
Tesoura:
Uma tesoura pequena e afiada é ideal para cortar o fio com precisão, especialmente ao finalizar o trabalho. Existem tesouras de arremate específicas para crochê que são bem práticas.
Marcadores de Ponto:
Embora não sejam obrigatórios, os marcadores de ponto ajudam muito a identificar o início e o fim das carreiras ou a marcação de pontos específicos em peças maiores. Eles são ótimos para evitar que você se perca nos pontos, especialmente em peças mais complexas.
Fita Métrica:
A fita métrica é útil para conferir o tamanho do seu trabalho, garantindo que ele fique conforme o planejado. Ideal para medir correntinhas iniciais ou o comprimento de peças maiores.
Agulha de Tapeçaria (Opcional):
Para finalizar o trabalho, uma agulha de tapeçaria ajuda a esconder os fios soltos com acabamento perfeito. Esse detalhe deixa a peça com um acabamento mais profissional.
Se você não tem nenhum material ainda, eu indico esses conjuntos de agulha:
Acompanhando o vídeo, você aprenderá o passo a passo dos principais pontos básicos de crochê: correntinha, ponto baixo, meio ponto alto e ponto alto. Conheça mais sobre esses pontos:
Correntinha (Corr.):
A correntinha é o primeiro ponto que você precisa dominar. É a base de quase todos os trabalhos em crochê, criando uma “corrente” de pontos que serve como fundação para os demais pontos.
Esse ponto é essencial porque dá forma ao início da peça e define o comprimento do trabalho. Ao fazer correntinhas uniformes, você garante que sua peça comece com um formato consistente. Quanto mais fluida for a sua técnica, mais bonita será a base do crochê.
2. Ponto Baixo (Pb):
O ponto baixo é o ponto mais “denso” e firme no crochê. Ele é ótimo para peças que exigem estrutura, como amigurumis, sousplats e até bolsas.
Esse ponto não cria muita altura, por isso, ao fazer várias carreiras de ponto baixo, você obtém uma superfície mais uniforme e fechada, ideal para trabalhos em que não queremos que haja muitos espaços entre os pontos.
No vídeo, você verá o passo a passo de como fazer o ponto baixo, desde o encaixe da agulha até puxar o fio para finalizar o ponto.
3. Meio Ponto Alto (Mpa):
O meio ponto alto é um ponto intermediário entre o ponto baixo e o ponto alto. Ele é um pouco mais alto que o ponto baixo, mas ainda oferece um certo nível de densidade, o que o torna ideal para peças com leve textura.
Esse ponto é versátil e traz um efeito mais solto do que o ponto baixo, mas ainda mantém uma boa cobertura de superfície. É ótimo para mantas, cachecóis, e peças de decoração como almofadas, pois oferece uma combinação de maciez e estrutura.
No tutorial, você aprenderá a dar uma “laçada” antes de puxar o fio, criando uma altura maior que a do ponto baixo, mas de maneira simples.
4. Ponto Alto (Pa):
O ponto alto é um dos pontos mais comuns no crochê, e ele se destaca pela altura e leveza que traz para os trabalhos. Por ser um ponto mais alto, ele é ideal para peças arejadas e com textura, como xales, blusas, mantas e outras peças de vestuário.
Esse ponto cria uma trama mais espaçada e rende muito, o que significa que você consegue cobrir uma área maior em menos tempo. Ao trabalhar com pontos altos, o crochê fica mais solto e leve, permitindo que o trabalho “respire”.
No vídeo, você aprenderá a fazer o ponto alto adicionando uma laçada extra e puxando o fio em três movimentos, o que aumenta a altura do ponto e dá a ele o seu visual característico.
Assista ao vídeo e pratique!
Aqui está o vídeo com o tutorial dos pontos básicos de crochê para iniciantes. Espero que seja útil e que você aproveite cada detalhe!
Gostou? Deixe seu comentário contando qual outro ponto de crochê para iniciantes você gostaria de aprender em uma próxima aula!
Aprender crochê é uma jornada, e cada ponto básico que você domina é um passo mais perto de criar peças incríveis. Fique à vontade para comentar com dúvidas e sugestões de próximas aulas!
Um beijo!
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