Categoria: Crochê

  • Máscara de crochê: inspirações e receita

    Máscara de crochê: inspirações e receita

    Olá você! Espero que esteja saudável e segura em casa, enquanto tentamos lidar com a situação do COVID-19 da melhor maneira possível.

    E à medida que as coisas avançam, novas medidas são necessárias, como o uso de máscaras por todo mundo, seja doente ou não. O problema é: esses itens de higiene como máscaras e álcool em gel já estão quase sempre esgotados nas prateleiras. Ou quando tem, subiram de preço.

    Ter que comprar máscaras sempre – porque precisam ser trocadas com frequência – pode sair caro. Usar uma máscara reutilizável não é bom apenas pro bolso, mas também evita que a gente gere uma quantidade razoável de lixo. Se você precisa apenas se proteger para ir fazer compras, pode usar uma máscara caseira tranquilamente (e deixar as outras para os profissionais de saúde). E para as crocheteiras de plantão, pode ser uma fonte de renda extra, um projeto de quarentena, ou um bom presente para família e amigos.

    Quer fazer as máscaras mas não tem linha? Veja nesse post aqui como comprar pela internet, e nesse outro aqui como calcular o preço para vender sua máscara.

    Orientações para uso e confecção da sua máscara de crochê

    Segundo informações obtidas no site do Ministério da Saúde, algumas recomendações precisam ser seguidas para a correta confecção, uso e manuseio da máscara:

    • Qualquer tecido serve, mas precisa ser dupla face. Assim, embaixo da eça de crochê, você precisa colocar 2 camadas de tecido, uma vez que a trama do crochê deixa passar bastante ar – principalmente se feita de lã.
    • O tamanho da máscara deve ser suficiente para sempre cobrir boca e nariz.
    • As tiras de amarração devem ser compridas o suficiente para amarrar acima das orelhas e abaixo da nuca. Isso é para garantir que a máscara estará sempre cobrindo boca a nariz.
    • A máscara é de uso individual e intransferível. O ideal é que cada membro da família tenha, pelo menos, 2 máscaras – porque ela precisa ser lavada após cada uso.
    • Use sempre que precisar sair de casa. Use até ficar úmida. Leve uma reserva na bolsa e uma sacola para guardar a máscara usada.
    • A máscara deve ser lavada ao chegar em casa. Água e sabão são suficientes, é só deixar de molho por cerca de 30 minutos.

    Agora que a gente já sabe como que as máscaras funcionam, eu separei alguns modelos de inspiração. Afinal, a máscara não precisa ser sem graça.

    Inspirações de máscara de crochê

    Máscara de crochê
    Receita aqui.
    Máscara de crochê para crianças
    Daqui.
    Máscara de crochê para crianças
    Daqui.
    Máscara de crochê
    Daqui.
    Máscara de crochê
    Daqui.
    Máscara de crochê
    Daqui.

    Faça você mesma

    A máscara de crochê que eu fiz pra mim, essa branca da foto, usei uma receita gratuita que você pode encontrar aqui. Como está começando a fazer frio, fiz a minha usando lã acrílica e reforcei a camada de tecido por baixo.

    Variação de cor com linha de algodão, proposta pelo site da receita.

    Foto daqui.

    A receita é em inglês, então eu deixo aqui a tradução do crochê. A camada de pano que vai por baixo é muito simples, basta seguir o desenho da máscara e costurar por trás. Espero que goste! E ah! Acho que em menos de 1 hora você faz a sua, é realmente muito simples. As personalizações ficam a gosto.


    Receita: Máscara de crochê

    Materiais:

    • Agulha de crochê 5 mm
    • Agulha de tapeçaria
    • Tesoura
    • Linha compatível com a agulha – eu usei dois fios de lã.

    Passo a passo:

    1. Faça 29 correntinhas.
    2. Carreira de base: faça 1 ponto baixíssimo na segunda correntinha a partir da agulha, outro ponto baixíssimo na correntinha seguinte; 1 ponto baixo nas próximas 4 correntinhas; 1 meio ponto alto nas próximas 16 correntinhas; 1 ponto baixo nas próximas 4 correntinhas; 1 ponto baixíssimo em cada uma das duas últimas correntinhas. Vire. (Restaram 28 pontos)
    3. Carreira de repetição: 1 correntinha. Trabalhe apenas na alça de trás da carreira anterior. 1 ponto baixíssimo em cada um dos dois primeiros pontos; 1 ponto baixo nos próximos 4 pontos; 1 meio ponto alto nos próximos 16 pontos; 1 ponto baixo nos próximos 4 pontos; 1 ponto baixíssimo em cada um dos dois últimos pontos. Vire.
    4. Repetir essa carreira até que a máscara cubra completamente nariz e boca.
    5. Última carreira: 1 correntinha. Trabalhe apenas na alça de trás da carreira anterior. 1 ponto baixíssimo em cada um dos dois primeiros pontos; 1 ponto baixo nos próximos 4 pontos; 1 meio ponto alto nos próximos 7 pontos; 2 meio ponto alto fechados junto [uma laçada, passe a agulha na alça de trás do ponto seguinte, sem voltar com a agulha, passe novamente a agulha na alça de trás do ponto seguinte (2 pontos juntos), dê a laçada e volte passando pelas duas alças de trás, dê a laçada e finalize o ponto]; 1 meio ponto alto nos próximos 7 pontos; 1 ponto baixo nos próximos 4 pontos; 1 ponto baixíssimo em cada um dos dois últimos pontos. Não vire.
    6. Alças e acabamento: continuando de onde termina a última fileira faça *50 correntinhas (a receita pede 59, mas 50 funcionou bem pra mim). Comece com 1 ponto baixíssimo na segunda correntinha a partir da agulha e então siga fazendo um ponto baixíssimo em cada correntinha*. Terminadas as correntinhas, faça o acabamento da lateral em ponto baixíssimo até chegar à ponta seguinte. Repita de * a *. Siga com o acabamento em ponto baixíssimo na parte inferior da máscara, até chegar ao outro lado. Repita de * a *. Faça o acabamento em ponto baixíssimo até o último canto da máscara. Repita de * a *. Finalize com o acabamento em ponto baixíssimo na parte superior da máscara. Corte o fio e arremate.
    7. Corte duas camadas de tecido e costure no lado avesso da máscara.
    8. Siga as recomendações do Ministério da Saúde e aproveite!

    Dúvidas? Deixe nos comentários ou mande uma mensagem lá no meu perfil do Pinterest.

    Um abraço e se proteja!

  • Como Comprar Linhas e Barbantes pela Internet?

    Como Comprar Linhas e Barbantes pela Internet?

    Olá! Tudo bem com vocês? O post de hoje é todo sobre como comprar linhas e barbantes pela internet. Vamos passar por todas as etapas de compra pra garantir que o pedido vai chegar certinho na sua casa. Com esse guia, você vai perder o medo de comprar pela internet aquela linha que não está achando na loja da sua cidade, ou aquele último lançamento da sua marca favorita de barbantes.

    Antes de começar esse post, queria pedir pra você seguir o Uai Blog no Instagram e também no Pinterest. O Instagram te avisa das novas postagens e no Pinterest eu coloco inspirações todos os dias para projetos de crochê, receitas e passo a passos variados de artesanato.

    Dito isso, vamos ao nosso tema de hoje: como comprar linhas e barbantes pela internet? Como garantir que é um bom preço, que vai chegar a tempo, que as cores e tipos foram escolhidos corretamente? Vem comigo nesse passo a passo super detalhado de todas as etapas.

    Ah! E se você já compra pela internet, dá uma olhada no texto e comenta no final se eu esqueci de alguma coisa, ok?

    Escolhendo um site seguro

    A escolha do site ou fornecedor que você irá comprar é, claro, a etapa mais importante desse guia. Desta forma, metade do caminho já está concluído e assim, sua compra chegará com segurança à sua casa.

    Dentre as formas para conhecer a reputação do site nós temos: pesquisar a marca ou site no ReclameAqui. Lá você consegue acompanhar as reclamações de clientes anteriores e se a loja resolveu o problema ou não.

    Outra forma é olhar as redes sociais. Isso funciona para grandes marcas, serviços e sites com loja online. Não é muito útil para lojas em sites como Mercado Livre, Amazon e E-bay, por esses sites hospedam centenas de milhares de fornecedores que são responsáveis individualmente pelas vendas.

    Para verificar se um vendedor dos sites Mercado Livre ou Amazon são confiáveis, a melhor opção é ler os comentários dentro da própria página de venda da loja e também as notas de classificação que as pessoas deram.

    Certifique-se, também, de que existam canais de atendimento para contato com o vendedor: ter um e-mail e um telefone é o ideal.

    Um outro detalhe muito importante deve ser observado. O site precisa ter um certificado digital, que reforça medidas de segurança para a troca de dados de cartão de crédito e dados pessoais. Para confirmar que esse certificado existe, veja se a letra ‘s’ aparece no final da sigla ‘http’ que fica do lado esquerdo de todo endereço de página na internet. A imagem abaixo mostra onde encontrar:

    comprar linhas e barbantes pela internet

    Por exemplo, o Blog Uai possui esse certificado. Isso significa que você pode ficar tranquila ao comprar na nossa loja 🙂

    Escolhendo linhas, barbantes e outros materiais

    Na hora de escolher o que vai comprar, leia toda a descrição e, se disponível, os comentários das pessoas que já compraram antes. Muita atenção na hora de colocar os itens no carrinho de compras, principalmente em relação às cores e às quantidades.

    Comprar na internet tende a ser mais em conta do que em lojas físicas, mas sempre desconfie de preços muito baixos, que parecem fora da realidade. E não se esqueça de fazer uma simulação do preço do frete para decidir se realmente vale a pena comprar online. Lembre-se de que ainda haverá o tempo de espera pela entrega. Por isso, esses detalhes devem ser levados em conta na hora de decidir entre a compra online ou no armarinho da sua cidade.

    Geralmente eu recorro às compras online quando não consigo encontrar nas lojas físicas perto de mim, o produto que estou procurando. Se quiser, você pode usar da mesma lógica nas suas compras. E se você está em dúvida de quais cores comprar, dá uma olhada nesse post aqui, onde eu ensino como fazer paleta de cores, e nesse outro post aqui com ideias de inspirações de paletas de cores já prontas.

    Na hora do pagamento

    Para finalizar a compra, adicione todos os itens ao carrinho e faça uma nova checagem se está tudo certo: quantidades, cores, endereço para entrega.

    Na hora do pagamento, geralmente existem diversas opções, incluindo: boleto bancário, cartão de crédito e de débito. Alguns pontos importantes na hora do pagamento:

    • Os serviços de pagamento online nunca vão solicitar a senha do seu cartão de crédito. O que eles pedem normalmente é o número do cartão e o código de segurança (ou chamado CVV), que geralmente fica na parte de trás do cartão. Desconfie se a senha do cartão for solicitada e não complete a compra.
    • Nunca faça transferência direta a pessoa física. Esse tipo de transação não pode ser reembolsada – a não ser que você entre com um processo na justiça, o que pode demorar e não dar em nada no final.
    • Não faça transações online de computadores públicos. De preferência, use o seu computado ou celular, ou de alguém da sua casa, e tenha certeza que o anti-vírus está atualizado (peça alguém para checar isso para você caso você não tenha experiência).

    Detalhes após comprar pela internet

    É hora de aguardar pela entrega do seu pedido! Após confirmado o pagamento, o site deve mandar para você um comprovante de compra, com os detalhes dos produtos e o número do pedido. Guarde esse comprovante até receber a encomenda em casa. Atualmente algumas lojas enviam a nota fiscal eletrônica por e-mail e também é importante guardá-la.

    Fique de olho no código de rastreamento, que deve ser fornecido pelo site. Com ele, você vai acompanhando por onde anda seu pedido e pode entrar em contato com a loja em caso de algum atraso.

    E por último, em compras online, nós temos o direito de devolver o produto em até 7 dias a partir do dia que o produto é entregue na sua casa, sem precisar dar nenhuma justificativa sobre a devolução – e também conhecido como desistência da compra. Guarde o comprovante de recebimento que pode ser acompanhado pelo site dos correios e pelo sistema da loja (onde você pode acompanhar seu pedido na loja online) e basta entrar em contato por e-mail ou pelo canal de comunicação com o site e solicitar o procedimento para devolução e reembolso, que inclui também os valores de frete.

    Ah, se eu esqueci de algum detalhe nesse post ou se você ainda tiver dúvidas de como comprar linhas e barbantes pela internet, deixe um comentário abaixo ou no Instagram. Assim podemos continuar a conversa e melhorar as informações para as próximas leitoras!

    Um beijo e até o próximo post.

    como comprar linhas e barbantes pela internet
  • Projetos de Crochê para a Árvore de Natal

    Projetos de Crochê para a Árvore de Natal

    A cada ano que passa eu tenho a impressão de que os enfeites de Natal ficam cada vez mais caros, frágeis, “plastificados” e, o que é ainda pior, feios (haha).

    Pensando nisso, lá fui eu pesquisar no Pinterest por inspirações de projetos de crochê para a árvore de Natal. E o mais importante: ainda dá tempo de fazer essas coisinhas fofas para a sua árvore ou, se for o caso, vender para seus clientes (se tiver dúvidas quanto a como cobrar pelas peças, baixe uma planilha de cálculos nesse post aqui).

    Mas além de selecionar os projetos para esse post, eu também criei um Painel no Pinterest totalmente dedicado ao Natal: de receitas a presentes a enfeites e outro projetos de crochê. Dá uma conferida por lá e, se gostar, segue meu perfil que tem diversos outros painéis com inspirações de todo gosto.

    Árvores de Crochê

    Árvore de Natal com árvore de Natal! Todos os enfeites dessa lista podem ser usados para decorar a casa inteira, mas essas árvores de Natal são as minhas favoritas pra esse propósito. Gostou?

    crochê para a árvore de natal
    Dessa loja aqui.
    crochê para a árvore de natal
    Do site Poppy and Bliss.

    Botinhas e Presentes de Crochê

    Para um ar lúdico à árvore de natal, botinhas e mini presentes são ideais. Use a criatividade e personalize como preferir.

    crochê para a árvore de natal
    Dessa loja aqui.
    crochê para a árvore de natal
    Daqui.

    Bolas de Natal de Crochê

    Troque as bolas de plástico que enfeitam a árvore por essas de crochê: duram mais e também saem muito mais em conta. As personalizações são inúmeras, tanto em cores de linha quanto em acessórios que você pode incorporar depois, como fitas e glitters, por exemplo.

    crochê para a árvore de natal
    Do blog Once Upon a Cheerio.
    crochê para a árvore de natal
    Daqui.

    E o bom velinho?

    Finalmente, esse enfeite de Papai Noel é a coisa mais fofa dessa lista. E super fácil de fazer porque são 5 corações e um mini círculo. Simples, rápido de fazer e com certeza vai deixar a árvore de Natal ainda mais linda.

    crochê para a árvore de natal
    Do blog Golden Lucy Crafts.

    Agora me contem se gostaram dessas inspirações de crochê para a árvore de Natal nos comentários abaixo, ou comenta lá no instagram clicando aqui.

  • Como ler crochê em inglês sem saber o idioma?

    Como ler crochê em inglês sem saber o idioma?

    Olá! Esse post é pra você que acha aquela receita de crochê que parece maravilhosa, mas ela está em inglês. Nesse post vamos aprender os pontos básicos e os principais termos de crochê em inglês e também a como entender se você está com agulha e linha certas para o projeto.

    A um tempo atrás eu me vi na seguinte situação: passeando pelo Pinterest, encontrava receitas e gráficos maravilhosos de crochê, de peças que nunca tinha visto antes. Então ia atrás para baixar… e era em inglês. Tentava encontrar uma versão em português ou um vídeo, mas simplesmente não conseguia.

    Nessa época eu apenas salvava a imagem na minha conta do Pinterest, na esperança de algum dia conseguir fazer. Por falar nisso, eu criei o painel Crochê Brasil para que nós, crocheteiras brasileiras, pudéssemos salvar nossas inspirações. Clique aqui e siga para poder acompanhar centenas de receitas e inspirações!

    Bem, a solução desses casos era aprender a ler as receitas em inglês. Então um dia, quando encontrei uma receita de um sapatinho lindo que nunca tinha visto em português, tirei um tempo e fui aprender as traduções.

    Para começar: eu preciso saber alguma coisa de inglês?

    Não! A ideia desse guia é justamente ajudar quem não entende nada de inglês. E acredite! É possível! Tudo que você vai precisar é de separar um tempo para pegar o jeito da coisa.

    Eu sugiro imprimir as tabelas e a receita ou gráfico em inglês e ir rabiscando os pontos em português a medida que vai identificando-os pela receita.

    Então, prepare seu caderninho de anotações e vamos lá.

    Primeiros passos: crochê americano e crochê britânico

    A primeira coisa que você precisa saber é que existe diferença entre os termos de crochê dos Estados Unidos (U.S.) e no Reino Unido (U.K.). Então é preciso antes de tudo saber em qual versão do inglês a receita está.

    Para nossa alegria, apenas o inglês americano usa o termo “single crochet” ou na abreviação “sc” (ponto baixo, veremos logo mais em detalhes). Então, logo que você pegar uma receita, procure esse termo ou abreviação e você saberá que ela está no inglês americano. Se não encontrar, ela está no inglês britânico.

    Escolhendo agulha e linha

    Após identificar o inglês, vamos aprender sobre o tamanho das agulhas, que também é diferente. Veja na imagem as correspondências.

    Agora, sobre qual linha usar é o mais complicado, pois as marcas que tem lá fora não são iguais às daqui. O que eu faço e sugiro é que, ao identificar a agulha usada na receita, pegue uma linha nacional compatível com ela. Normalmente na própria embalagem da linha vem informando a agulha ideal 😉

    Você pode começar com um pequeno projeto para ver se a linha se adequa mas, particularmente, eu recomendo que você faça a amostra ou “gauge” da receita.

    A amostra ou molde em inglês é chamado “gauge”. Se buscar pela palavra “gauge” na receita, veja a indicação de tamanho que ele deve ter, e replique com a linha escolhida pra saber se vai dar certo.

    Por exemplo, se o “gauge” pede “24 dc x 13 rows = 4” x 4” (10 x 10 cm)” isso quer dizer que 13 carreiras (13 rows) com 24 pontos altos (24 dc) em cada carreira deve resultar em um quadrado de 10 por 10 centímetros (4” x 4” polegadas). Ou seja, se a linha e a agulha que você escolheu estiverem corretas, o “gauge” também estará.

    Normalmente, apenas usar a linha indicada pra cada agulha já é suficiente pra acertar. Se a diferença for pequena, tente ajustar a tensão que você está dando na linha.

    Pontos básicos de crochê em inglês e principais termos

    Após identificado agulha e linha, veja na imagem abaixo o nome que recebem os principais pontos de crochê.

    Além desses pontos básicos, eu compilei também os principais termos que serão muito úteis para acompanhar uma receita escrita.

    Com essas informações, você poderá acompanhar centenas de receitas. Lembre-se que no início não é fácil, é como aprender qualquer habilidade. Mas com um pouco de prática você vai pegar o jeito e entender os termos de crochê em inglês não será mais um problema.

    Saiba também como fazer sua paleta de cores para trabalhos em artesanato e até mesmo para a identidade visual do seu ateliê nesse post aqui.


  • 5 erros de crochê que toda crocheteira já fez um dia

    5 erros de crochê que toda crocheteira já fez um dia

    Olá! Bom sábado (ou qualquer outro dia da semana que você esteja lendo isso)! Vamos falar sobre erros que a gente já cometeu ou ainda comete no crochê? Se você é iniciante ou veterana, com certeza as dicas serão úteis pra você.

    1. Não ler os rótulos dos novelos

    Essa é clássica. O que eu mais vejo são perguntas espalhadas pela internet querendo saber qual agulha usar com tal linha, quando o próprio rótulo do novelo já traz essa informação para agulha de crochê e de tricô também. Também tem lá informações sobre método de lavagem, quantidade em metros e em gramas do novelo e o tipo de material da linha.

    5 erros de crochê que toda crocheteira já cometeu

    2. Não aprender a ler as receitas: seja gráfico ou instruções inscritas

    Agora está muito fácil acompanhar tutoriais gratuitos em vídeo no Youtube. Alguns são tão bem feitos que mesmo não entendendo o idioma da crocheteira, você consegue acompanhar observando os pontos.

    No entanto, quando você fica presa a vídeos, você se limita de muitas formas. Ao saber ler gráficos você pode adaptar receitas, transformar gráfico de ponto cruz em gráfico de crochê C2C ou crochê filê, adaptar tamanhos e escrever as suas próprias!

    Ler gráficos ou receitas não é fácil, leva um tempo pra aprender, mas vale muito a pena. Foi sabendo fazer minhas próprias receitas que eu adaptei vários modelos de sapatinhos de crochê a partir dessa receita aqui. Então fica a fica, reserve um tempinho para aprender (se você ainda não sabe!) e se aperfeiçoar nisso.

    3. Não dar importância para as amostras

    Em livros mais antigos é comum a gente ver a indicação da amostra, que é um quadrado tecido com a linha e agulhas da receita, pra que você possa fazer o mesmo com a linha e agulha que quer usar e poder adaptar os pontos. Ou então, se irá usar a mesma linha e agulha indicadas, a amostra serve para você comparar a tensão do seu ponto com a da receita e ver se precisa de ajustes também.

    Só que quando queremos começar logo um projeto, muitas vezes não temos paciência pra fazer a amostra. Pode ser que dê certo, mas dependendo do grau de complexidade da receita, pode dar errado de tantas formas que, no fim das contas, perderíamos muito menos tempo se a amostra tivesse sido feita.

    Então, avalie com cuidado caso a caso a importância da amostra pra não ter surpresas depois que começar a crochetar.

    5 erros de crochê que toda crocheteira já cometeu
    .Fonte? Bluprint.

    4. Achar que só há um jeito certo de segurar agulha e linha

    Estou comentando sobre esse ponto aqui, porque já vi vários tutoriais ensinando a pegar na agulha e na linha de uma única maneira, e assumindo que a pessoa que está aprendendo irá se adaptar daquele mesmo jeito.

    Aí, você iniciante vai lá, tenta crochetar daquele jeito, não funciona, e você fica desesperançada de tudo, achando que não será capaz. Nada pode estar mais longe da verdade! Você pode assistir tutoriais sobre como segurar a agulha e a linha, mas tenha certeza de observar vários jeitos pra então tentar o seu.

    Eu costumo dizer que o seu jeito de crochetar virá quase naturalmente assim que você começa a experimentar com linha e agulha nas mãos. Então, não tenha receio de experimentar.

    5. Não pesquisar preços de linhas e ferramentas na internet

    Esse tópico é para crocheteiras que tem receios com as compras pela internet. Não vou mentir: sim, é preciso saber em quais sites comprar e é preciso pesquisar muito, assim como pesquisamos em lojas físicas. Não é todo site que podemos pagar com cartão ou confiar a compra, mas tem site que é confiável sim! Se você tem dúvidas sobre compras na internet ou quais sites são confiáveis, deixa nos comentários pra eu saber, ok?

    Quando fechamos as portas da internet, é possível perder promoções incríveis de linhas, acessórios e ferramentas e com isso, gastar uma grana preciosa a mais, que poderia ser investida em outra coisa do seu produto – veja mais sobre isso aqui.

    5 erros de crochê que toda crocheteira já cometeu

    Foto por Surene PalviePexels

    Se você sabe de outros erros que cometemos no crochê, deixe sua dica nos comentários para que todas possamos ler e aprender. Nos vemos no próximo post

    5 erros de crochê que toda crocheteira já cometeu
  • 5 Acessórios de Crochê que Você não Sabia que Precisava

    5 Acessórios de Crochê que Você não Sabia que Precisava

    Olá garotas! Tudo bem? O post de hoje é dedicado aos acessórios de crochê que eu garanto vão facilitar muito na hora de crochetar seus projetos.

    Eu confesso que eu mesma só fui descobrir e adaptar esses acessórios a poucos anos, quando vi passando pelo Pinterest. Na minha infância e adolescência, nunca tinha ouvido minha mãe falar deles, e ela também não os conhecia. Também não tem esse tipo de dica nos livros mais antigos de crochê, que são os que eu tinha acesso.

    Assim, fo uma surpresa muito boa descobrir essas pequenas facilidades que nos ajudam no dia a dia. Se você já conhecia algum desses acessórios, me conta nos comentários!

    1. Marcador de pontos

    Sabe aquela receita que você tem que ficar marcando o local na carreira anterior, onde precisa aumentar x pontos na carreira seguinte? Ao invés de ficar contando, use marcadores de ponto!

    Foto: Aliexpress.

    Pode ser esses bonitinhos, se você encontrar… Ou então, um simples grampo de cabelo resolve o problema!


    Foto: Sewrella.

    2. Agulha de tapeçaria

    Essas são de plástico, no Aliexpress.

    Esse item pode não ser novidade, mas para quem está sofrendo quando vai arrematar o trabalho, a agulha de tapeçaria é o melhor investimento. Permite colocar fios mais grossos e tem a ponta arredondada. Assim, não sairá perfurando os fios ao invés de arrematá-los.

    3. Bobinas, cestas ou caixas para guardar os novelos

    Esse acessório pode cumprir sua função de tantas maneiras que você realmente precisa testar alguns antes de decidir o seu preferido. A ideia do escorredor de macarrão é sensacional! Uma cesta com pequenos furos também é uma ótima opção, porque já vem praticamente pronta para a finalidade que é a de não deixar o fio embolar enquanto vai desenrolando.

    Fonte: Heart Handmade.

    4. Pote para guardar restos de linha

    Mantenha por perto um pote ou pequena bolsa para ir guardando os restinhos de linha. Eles servem como preenchimento de amigurumi e pode ser empregados em outros mini projetos, como pequenos pompons ou itens decorativos.

    Fonte: Sewrella.

    5. Mini cortador de fio que pode ser levado no avião

    Eu sempre vejo na internet aquele cortador de fio que é um pingente, bom para levar no avião porque não é barrado na detecção de metais ou objetos pontiagudos. Mas nem sempre ele é tão fácil de encontrar. Assim, uma caixinha de fio dental fará o trabalho sem problemas.

    Fonte: Aliexpress.

    Se você ainda não usa nenhum desses acessórios, experimenta e depois vem me contar como foi! Garanto que vai te ajudar a organizar bem a hora do seu crochê. E se depois de organizar seu material, você quiser dicas de como valorizar seu artesanato, veja essa postagem aqui do blog em que eu dou 5 dicas pra isso!

  • O Guia de Precificação para Artesãs – Parte 2 + Planilha Automática

    O Guia de Precificação para Artesãs – Parte 2 + Planilha Automática

    Na primeira parte do Guia de Precificação para Artesãs, nós falamos sobre a diferença entre preço e valor e eu dei 5 dicas para você começar a valorizar o seu trabalho hoje. Se não viu, clique aqui para ir ler.

    Hoje nós vamos começar com uma mensagem: não tenha medo de colocar o preço real do seu produto, pois esse é o primeiro passo para a profissionalização do seu trabalho.

    Para colocar o preço corretamente, nós precisamos primeiro entender todos os custos envolvidos, para então aplicar a fórmula correta.

    E no final desse post tem um presente que vai te ajudar muito: você poderá adquirir a minha planilha automática que já vem com todas as fórmulas. Tudo o que você precisa colocar são os valores que vamos aprender nesse post, e o custo final do seu produto será calculado, já com o lucro que você desejar!

    Vamos lá?

    Para o nosso exemplo eu escolhi trabalhar com o seguinte cenário:

    Produto: sapatinhos de crochê para bebês de até 6 meses de idade.

    Investimento inicial: R$500,00 – esse valor é considerando todo o material necessário para começar: linhas, acessórios, agulhas, tesoura.

    Estoque: R$250,00 – no estoque está inclusa uma pequena quantia de linhas para desenvolver os sapatinhos assim que as encomendas chegam. Trabalhar com estoque é bom porque, assim, você não precisa sair sempre para comprar material, pode deixar as compras para um único dia do mês, por exemplo.

    Pro labore: R$998,00 – aqui estou considerando um valor mínimo, que pode, e deve!, aumentar com o tempo. Você pode começar com um valor mais alto também quando fizer as suas contas. É comum achar que o lucro da empresa é o que você retira pra si, mas isso está errado! Você precisa definir o quanto quer ganhar ANTES de retirar lucros na empresa, do contrário, como pagará as contas pessoais enquanto o ateliê não começa a dar lucro?

    Horas trabalhadas no mês: vamos considerar 8 horas de trabalho por dia e 30 dias. Mas calma! Por semana estamos considerando 5 dias para o trabalho de fato, fazer as peças, fotografar, pesquisar técnicas e receitas. O sexto dia, que pode ser um dia na semana, é para resolver assuntos relacionados ao ateliê como pagar as contas, ir aos Correios e fazer as compras. E o sétimo dia é para o seu descanso/lazer. Ou seja, estamos aqui fazendo as contas bem profissionais, como realmente é calculado para alguém na CLT.

    É claro que você pode adaptar todo esse cenário para o seu caso específico, mas eu precisava estabelecer algumas características pra pode explicar os custos, ok?

    Guia de Precificação: entendendo todos os custos

    A partir do cenário que eu elaborei, vamos à nossa fórmula de custos. Ela terá esse formato:

    PFL = CMP + CF + CV + CC + CI + PL + LUC

    ou seja:

    Preço Final com Lucro = Custo da Matéria Prima + Custos Fixos + Custos Variáveis + Custo dos Correios + Custo dos Impostos + Pro labore + Lucro.

    Está parecendo difícil? Vem comigo que vou explicar cada um deles:

    Custo da Matéria Prima

    O custo da matéria prima nada mais é do que todo o material utilizado para fazer um sapatinho (no nosso exemplo). Aqui incluem as linhas e acessórios (eu gosto de colocar um botão ou pingente para enfeitar, mas é opcional) e também a embalagem. Vai embrulhar o produto em um papel de seda para então colocar numa caixa e amarrar com uma fita? Coloque todos esses valores como CMP.

    Custos Fixos

    Aqui entram todos os custos que sempre vão existir. Contas de luz, água, internet, telefone.

    Se você tem um site, aqui também devem entrar os custos relativos a ele, como o domínio (que normalmente é anual), a hospedagem e a mão de obra (se você contratou alguém para desenvolver o site e precisa de manutenção).

    Se o seu ateliê já está crescendo, você provavelmente irá precisar de um contador, e é aqui que entra o honorário dele também.

    Se você irá incluir os custos de investimento e de estoque, é aqui que deve colocar também, da seguinte maneira. Eu investi 500 reais para o nosso exemplo aqui, e quero o retorno em 12 meses. Logo, eu divido os 500 reais por 12 meses, o que dá R$41,70 mensais.

    Em relação ao estoque, você simplesmente coloca quanto de estoque irá investir por mês.

    Custos Variáveis

    Os custos variáveis são todos aqueles que não são recorrentes. Precisou comprar uma agulha nova ou tesoura? Custo variável. Decidiu investir esse mês em marketing digital? Variável (a não ser que você passe a investir uma quantia fixa nesse item, aí ele deve ser considerado custo fixo). Quer fazer cursos de capacitação ou comprar livros e revistas? Coloque aqui também.

    Custo dos Correios

    Nos custos dos Correios você deve colocar todos os custos relacionados ao frete, seja nos Correios ou não. Não se esqueça de incluir o custo do seu deslocamento até a agência, se for o caso.

    Custo dos Impostos

    Aqui estamos considerando uma artesã que está registrada no MEI. O custo do MEI é fixo, cobrado mensalmente e tem ajustes anuais. Para o ano de 2019, esse valor é de R$ 56,00/mês. Caso você incorra em outros impostos, deve acrescentá-los aqui também.

    Pro labore

    Como já dito anteriormente, o pro labore, de maneira simplificada, é a remuneração pelo seu trabalho. Defina um valor razoável se está começando, que idealmente seria aquele que cubra as suas contas pessoais mínimas para viver (aluguel e contas da casa, gastos pessoais e um valor para investimentos financeiros). No nosso exemplo eu utilizei o valor do salário mínimo em 2019.

    Lucro

    O lucro é o valor que retorna para a empresa, após descontados todos os custos. Você não deve ter medo de retirar o lucro, mas eu recomendo duas coisas: não confunda o lucro da empresa com o seu ganho pessoal. É por isso que na conta dos custos nós estabelecemos um pro labore. Se você acha que precisa ganhar mais, aumente o valor do seu pro labore. Em hipótese nenhuma retire o lucro da empresa para sua conta pessoal. Esse valor deve ser usado para investimentos na empresa, como compra de material (além do estoque), compra de equipamentos (como uma máquina fotográfica ou computador), ou mesmo para investir em nome da empresa e deixar o dinheiro render.

    Eu disse que você não deve ter medo de lucrar, mas seja realista. Estabeleça um valor pelo menos mais alto do que ~7%, que seria aproximadamente o retorno anual caso você deixasse o dinheiro em um investimento de baixo risco. Mas também não coloque lucros tão altos que inviabilizem o preço final do produto. Aqui vale dar uma pesquisada nos preços dos concorrentes, para que você tenha um preço final competitivo. No nosso exemplo eu colocarei um lucro de 10% em cima dos custos totais, e sugiro que você trabalhe entre 10 e 20%, pelo menos no início do negócio.

    Calculando o Preço Final

    Vamos então saber qual será o preço final do meu par de sapatinhos de crochê?

    Como eu disse, preparei uma planilha pra você baixar, e ela terá essa cara com todos os valores preenchidos:

    Olhando mais de perto, temos a primeira coluna de entradas, que ficou assim:

    Todas células pintadas de azul deverão ser preenchidas por você. Vamos ver o que eu preenchi em cada uma delas, seguindo a ordem:

    No nosso exemplo, estamos trabalhando com Sapatinhos de Crochê. Eu tive um investimento inicial de R$500,00, pois estou considerando que estou começando do zero. Eu decidi investir em R$150,00 de estoque por mês.

    • Produto: No nosso exemplo, estamos trabalhando com Sapatinhos de Crochê.
    • Investimento inicial: Eu tive um investimento inicial de R$500,00, pois estou considerando que estou começando do zero. Se você não vai considerar o investimento inicial, preencha essa célula com o valor 0.
    • Estoque: Eu decidi investir em R$150,00 de estoque por mês. Se você não vai considerar o investimento inicial, preencha essa célula com o valor 0.
    • Pro labore: quanto eu quero receber pelo meu trabalho, mensal, como já explicado anteriormente.
    • Horas de Trabalho/dia: aqui são quantas horas totais no dia estou reservando para o trabalho, seja ele a confecção do produto em si ou outras demandas do ateliê.
    • Horas de trabalho para concluir 1 unidade: quantas horas efetivas de trabalho eu gasto para concluir 1 unidade inteira, incluindo embalagem.
    • Dias de trabalho efetivo: como explicado anteriormente, aqui são os dias dedicados à produção das unidades de produto.
    • Retorno do investimento inicial: para quem irá considerar esse investimento e quer dividir o retorno em meses. Se você preencheu 0 para a célula de investimento inicial, preencha 1 nessa célula.

    Preenchida essa parte, vamos agora aos custos:

    Novamente, as células azuis são as que vamos preencher:

    • CMP: eu gasto 10 reais totais para produzir 1 unidade do meu produto, ou seja, um par de sapatinhos.
    • CF: aqui eu considerei todos os meus custos fixos de água, luz, internet, etc. No meu exemplo o ateliê é na minha própria casa, então das minhas contas totais, eu calculei o que seriam equivalentes a 8 horas diárias de gasto.
    • CV: nesse item eu estipulei um valor para ter fixo de gastos variáveis. Na planilha você pode alterar os valores para ajustar o preço final.
    • CC: aqui eu considerei o custo que terei para ir aos Correios 4 vezes por mês. O custo do frete do produto fica por conta da cliente!
    • CI: custo mensal do MEI.
    • LUC: considerei que quero ter um lucro de 10% em cada peça.

    Assim que você terminar de preencher todas as células azuis, as células roxas atualizam automaticamente.

    No nosso exemplo, dadas as minhas horas trabalhadas, eu consigo produzir 35 pares de sapatinhos por mês. O custo unitário sem o lucro fica em R$62,60. Lembre-se, se você cobrar esse valor, não terá prejuízo, pois estará cobrindo todos os seus custos. Adicionado um lucro de 10%, o preço final (PFL) fica em R$68,86, que você pode arredondar para R$70,00 (nesse caso, os centavos a mais você decide para onde vai, mas eu recomendo considerar como lucro). Se ainda tem dúvidas sobre o lucro, reveja a explicação no início do post ou deixe um comentário!

    Assim, se eu produzir todos os 35 sapatinhos, terei uma receita bruta total de 2.423,96, sendo que desses, 352 reais são de matéria prima e, aproximadamente, 220 reais em lucro líquido. Eu escolhi detalhar esses três valores no final da planilha para que você possa ter uma ideia melhor. Assim, se a sua matéria prima ficar muito cara, você saberá e poderá decidir como melhorar esse item do custo. Assim como o lucro, para que você possa acompanhar de perto o reinvestimento em seu ateliê.

    Para comprar a planilha, clique no link a seguir.

    E aí, gostaram? O que acharam do nosso Guia de Precificação para Artesãs? Eu fiz com muito carinho pensando em quem não tinha, até agora, a mínima ideia de como calcular o preço do produto artesanal que faz. Também para quem já tinha alguma ideia e estava perdida.

    Não esqueçam de deixar as dúvidas nos comentários, ok?

  • 5 ideias para começar a valorizar o seu artesanato hoje: O Guia de Precificação para Artesãs – Parte 1

    5 ideias para começar a valorizar o seu artesanato hoje: O Guia de Precificação para Artesãs – Parte 1

    Este é o primeiro de dois posts do nosso Guia de Precificação para Artesãs, dedicados para que você profissionalize a precificação do seu artesanato e, se for do seu interesse, formalize corretamente o seu ateliê.

    Muitas artesãs têm seu trabalho de crochê, tricô e outros, como uma fonte de renda extra. Isso é ótimo, porque se dedicar a uma atividade artística traz diversos benefícios e claro, se puder vir acompanhada de um dinheirinho, melhor ainda.

    No entanto, o hobby pode começar a virar trabalho quando você atinge muitas vendas, ou você pode querer profissionalizar seu ateliê desde o início. O problema é que, muitas vezes, as peças não são precificadas corretamente, normalmente sendo vendidas abaixo do preço que deveria ser cobrado. Assim, no fim do mês, você está cansada, vendeu muito, mas não consegue pagar as contas nem do próprio ateliê.

    Muitas artesãs têm receio de investigar corretamente quanto devem cobrar pela peça. Pior, muitas cobram abaixo do preço porque acreditam que não conseguirão vender as peças. Bom, muitas vezes não consegue mesmo, mas isso não é porque o preço está errado, mas porque você está tentando vender para pessoas que não são o seu público.

    Para ter sucesso, você precisa identificar seu nicho de mercado e, principalmente, ser a primeira a valorizar o seu trabalho. O post de hoje não é sobre marketing, mas se você gostaria de saber mais sobre isso, deixe um comentário nessa postagem pra eu saber!

    Muitas artesãs têm receio de investigar corretamente quanto devem cobrar pela peça. Pior, muitas cobram abaixo do preço porque acreditam que não conseguirão vender as peças. Bom, muitas vezes não consegue mesmo, mas isso não é porque o preço está errado, mas porque você está tentando vender para pessoas que não são o seu público.

    Para ter sucesso, você precisa identificar seu nicho de mercado e, principalmente, ser a primeira a valorizar o seu trabalho. O post de hoje não é sobre marketing, mas se você gostaria de saber mais sobre isso, deixe um comentário nessa postagem pra eu saber!

    Guia de precificação para artesãs: saiba a diferença entre preço e valor

    É imprescindível saber a diferença entre o preço do seu produto e o valor que ele tem no mercado. O preço simplesmente é a soma de todos os custos que você tem ao confeccionar uma peça. Tem custo fixo, custo variável, custo de matéria prima. No próximo post nós vamos aprender sobre cada um deles.

    Já o valor pode incluir diversos fatores. Valor sentimental, valor pelo status, valor pela qualidade. Inúmeras razões podem levar uma pessoa a comprar uma peça feita à mão. O nosso papel então passa a ser, além de fabricar as peças, investir naqueles fatores que irão agregar valor ao produto final.

    5 dicas para começar a valorizar o seu trabalho HOJE

    Muitas coisas você pode fazer para agregar valor aos seus produtos. Hoje vou indicar 5 dicas quais eu acho mais importantes atualmente:

    • Utilizar matéria prima de qualidade.
    • Investir no marketing: seja com cartão de visita, site ou blog, redes sociais, loja online. Você não precisa estar em todos logo no início. Escolha um e invista!
    • Investir no seu posicionamento online: teve post aqui falando sobre como fazer paleta de cores para identidade visual.
    • Aproveitar tendências de mercado como datas comemorativas, por exemplo.
    • Entender qual é o seu público alvo e suas demandas.

    Se você quiser mais detalhes sobre cada um desses pontos, deixe aqui nos comentários. Em qual deles você vai começar a investir hoje?

    Não deixe de ver o segundo post dessa série clicando aqui. Lá tem uma explicação bem completa de como calcular o preço final do seu produto, já com o lucro final. Para fechar o Guia de Precificação para Artesãs, eu também preparei uma planilha bem especial caso você não tenha facilidade com os números. Super fácil de usar, basta ter acesso a um computador com Excel.

  • Paleta de cores para crochê e  artesanato

    Paleta de cores para crochê e artesanato

    Olá! Vamos falar sobre paleta de cores para artesanato?

    Definir uma paleta de cores pode facilitar muito. Não apenas para um projeto que você irá começar, mas também para a imagem da sua marca ou ateliê.

    Nesse post vou mostrar quais são os tipos de cores, como elas são formadas, quais combinam entre si e aplicativos para você criar sua própria paleta de cores.

    Cores primárias, secundárias e terciárias

    Antes de tudo, as cores são divididas em cores luz e cores pigmento.

    No sistema de cores luz, vermelho, azul e verde são as três cores primárias. As misturas entre elas formam as cores secundárias desse sistema: amarelo, ciano e magenta. A soma das primárias, por sua vez, resulta no branco.

    Esse sistema também é conhecido como RGB ou cores aditivas. São as cores que os objetos emitem.

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    Cor luz: RGB*

    Nas cores pigmento, temos dois sistemas.

    O primeiro é o das transparentes, ou CMYK. Nesse sistema, azul, amarelo e ciano são as primárias. As secundárias são o vermelho, azul e verde. E a soma das três primárias resulta no preto.

    Esse sistema é muito utilizado por impressoras e artes gráficas no geral.

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    Cor pigmento transparente: CMYK*

    E por último temos o sistema das cores pigmento opacas.

    Nesse, as cores primárias são o vermelho, amarelo e azul. Laranja, violeta e verde formam as secundárias e a mistura das três primárias resulta no cinza.

    Esse sistema também é chamado RYB e é muito utilizado em fabricações caseiras, tecelagens e também artes gráficas.

    21
    Cor pigmento opaca: RYB*

    Da soma de uma cor primária com uma cor secundária, de qualquer sistema, surgem então as cores terciárias.

    29
    Cores primárias, secundárias e terciárias.*

    com essa breve introdução, vamos então descobrir como as cores podem ser combinadas entre si.

    Harmonização clássica de cores

    Apesar de não existirem regras, o ideal é que uma combinação de cores seja harmoniosa entre si. Para isso, existem algumas harmonizações clássicas que você pode utilizar.

    Cores complementares: são duas cores exatamente opostas entre si no círculo cromático.

    amarelo roxo
    Cores complementares*

    Cores complementares decompostas: a partir de uma cor principal, seleciona-se sua complementar e duas cores adjcentes a ela.

    03
    Cores complementares decompostas*

    Cores análogas: compostas por uma cor principal e suas duas cores vizinhas.

    cores análogas
    Cores análogas*

    Cores análogas + uma cor complementar: geralmente escolhe-se a cor complementar da cor principal da paleta.

    09
    Cores análogas + complementar*

    Tríade de cores: um conjunto de três cores equidistantes entre si no círculo cromático.

    08
    Tríade*

    Cores tetrádicas: são dois conjuntos de cores complementares.

    06
    Tetrádicas*

    Cores em quadrado: semelhante à tríade, mas com quatro cores equidistantes entre si no círculo cromático.

    04
    Cores em quadrado*

    Criando sua paleta de cores

    Agora que você já sabe como as cores harmonizam-se entre si, é hora de criar sua própria paleta de cores.

    Eu gosto de usar o aplicativo Coolors.co

    Está disponível para o sistema iOS, mas você pode usar pelo computador também.

    Assim que você entra no aplicativo, verá essa tela com uma combinação aleatória de cores:

    Você pode gerar combinações aleatórias apertando o botão de espaço do seu teclado.

    Na imagem anterior você pode observar vários símbolos em cima da cor. Eles aparecem quando você passa o mouse. O primeiro deles você seleciona o sombreamento da cor. Na seta dupla você pode mudar a cor de lugar na paleta. No terceiro símbolo você personaliza a cor e no cadeado, você trava aquela cor específica. Na linha inferior, onde vc vê uma # seguida de números e letra, é onde você pode digitar o código específico de uma cor. Esse código é chamado código hexadecimal e nesse link aqui você pode encontrar várias listas separadas por tipo de cor.

    Ou então, escolher uma cor principal e deixar o aplicativo fazer a combinação. Para isso, é só selecionar o cadeado nas cores desejadas, e apertar a tecla de espaço.

    Eu fiz isso travando a cor roxa (da imagem anterior) e apertando a tecla de espaço algumas vezes. Veja só as combinações que o aplicativo gerou:

    Perceba que a primeira cor nas imagens anteriores é sempre a mesma, e o aplicativo gerou paletas aleatórias que combinam com ela. Qual foi a sua preferida? Deixe nos comentários pra eu saber.

    Você pode também seguir as tendências de cor da Pantone, que esse ano indicou a cor Living Coral (a coral bem vibrante da foto).

    Pantone has announced the 2019 Color of the Year and it’s a stunner!
    Fonte: Yasnspirations.

    O mais legal de aprender a mexer com cores é poder soltar a criatividade e inovar nos seus próprios projetos. Por isso, brinque um pouco com o aplicativo que indiquei, é totalmente gratuito, e também faça suas próprias combinações.

    Paleta de cores para crochê e artesanato
    Fonte: Freepik.

    Fonte: imagens e conteúdo adaptado marcados com *: Chief of Design.

    Imagem da capa e do Pinterest: Freepik.

  • Qual a melhor linha para sousplat de crochê?

    Qual a melhor linha para sousplat de crochê?

    Desde que eu fiz um post comparando linha para sousplat de crochê (clique aqui para ler), muitas leitoras me perguntaram sobre como escolher a linha certa. Aqui, vou reunir minhas melhores dicas para ajudar você a decidir qual linha usar no seu sousplat!

    Antes de entrar na questão das linhas, só quero deixar avisado que as dicas valem tanto pra sousplat quanto para jogo americano, e no final do post falo sobre a diferença entre os dois.

    Como Escolher a Linha para Sousplat de Crochê?

    A linha que você escolhe define o acabamento do trabalho. Primeiro, pense na finalidade do sousplat. Ele será usado no dia a dia ou em ocasiões especiais? Essas duas categorias podem orientar sua escolha.

    Sousplat para o dia a dia

    Se o sousplat é para o dia a dia, você pode escolher um barbante menos nobre ou mesmo uma linha mais fina, mas que seja de um novelo de menor custo. Você pode variar nos detalhes e no padrão para alcançar diferentes finalidades: se sua casa é mais minimalista ou colorida, ou se está numa época mais festiva e quer dar um tom simples com os sousplat.

    Sousplat para ocasiões especiais

    Se é para uma festa, um jantar informal ou um café da manhã especial, você ainda pode recorrer a linhas menos nobres, desde que a composição da mesa combine os elementos entre si. Se você está fazendo o sousplat para você mesma, fica fácil encontrar as cores e o padrão da receita que melhor combinem com seu estilo.

    sousplat de crochê retangular amarelo e cinza com um prato e talheres em cima.
    Fonte: Artesanato passo a passo já.

    Linhas para Sousplat de Crochê – Custo x Benefício

    A maior questão na hora de qualquer trabalho é, obviamente, o preço da linha. Quando você (ou sua cliente) não está disposta a investir nesse item, aposte nas dicas que já dei, como variar cores e padronagens diferentes. Pensar o restante da combinação na hora de montar a mesa também é uma alternativa, pois o sousplat pode ser combinado com uma toalha de mesa ou louça mais fina.

    De longe, o barbante tradicional que usamos para tapetes comuns é a linha que rende mais unidades de sousplat e tem o menor custo.

    Quando o investimento na linha pode ser mais alto, aí sim você pode investir em linhas mais nobres.

    Linhas finas como Duna e Anne e variações com brilho e aplicações são os sousplats que terão maior valor, pois dão mais trabalho e um novelo da linha também também rende menos unidades.

    Saiba quanto cobrar pelo seu sousplat nesse post aqui.

    sousplat de crochê com pérolas, bege. louça e copo por cima. guardanapo e talheres.
    Fonte: Sandra Roque.

    Explore Texturas e Materiais Diferentes no Crochê

    Independentemente de estar usando linhas nobres ou mais simples, você pode elevar o design do sousplat ao misturar materiais. Experimente adicionar detalhes, como pérolas ou escolher linhas com texturas únicas, para um toque extra de sofisticação.

    Para um sousplat com estilo rústico, o fio de malha é uma excelente opção, especialmente se você quer um visual mais encorpado e artesanal. O sisal também funciona muito bem, trazendo um aspecto natural que combina com mesas rústicas e decorações boho.

    Outra alternativa para um acabamento rústico, mas mais refinado, é usar um barbante fino, como o Barroco. Esse tipo de fio confere estrutura e uma aparência mais delicada ao sousplat, mantendo o charme do estilo rústico.

    Se o objetivo é criar um sousplat elegante e chamativo, escolha linhas finas com brilho. Esse tipo de linha adiciona um toque de glamour e é ideal para compor a mesa, permitindo que o sousplat se destaque como um elemento central da decoração.

    Lembre-se, a pergunta mais importante não é “qual linha usar?”, pois qualquer linha pode ser utilizada! Em vez disso, pense primeiro em três questões essenciais:

    1. Qual será o uso do sousplat? É para um evento formal ou para o dia a dia?
    2. Quanto deseja investir? O custo pode variar bastante entre tipos de linha e acessórios decorativos.
    3. Quais texturas e aplicações deseja incluir? Considere as opções de texturas, decorações e materiais adicionais, como pérolas ou outros detalhes.

    Com essas respostas em mente, fica muito mais fácil definir a melhor linha para seu sousplat de crochê e garantir que ele esteja em sintonia com seu projeto e estilo.

    Visite a pasta Crochê Brasil no Pinterest para muitas inspirações em crochê.

    sousplat de crochê natalino em verde, vermelho e branco, redondo.
    Fonte: Loja na Elo7.

    Afinal, Sousplat X Jogo Americano: tem diferença?

    Essa é uma discussão muito comum. Para mim, no entanto, sousplat é apenas um termo mais refinado para jogo americano. Na prática não tem nenhuma diferença!

    Jogo americano nós já conhecemos a muito mais tempo, e muita gente usa no dia a dia, em diferentes materiais. O sousplat surgiu como um aparato decorativo em festas que vai embaixo do prato. Também tem em diversos materiais e tamanhos.

    Nós crocheteiras fomos lá e então criamos jogos americanos e sousplats com nossas linhas e agulhas.

    No fim das contas, é sua cliente, ou você mesma, que vai definir tamanho, cor, onde e quando será usado. Dessa forma, definir diferença entre jogo americano e sousplat teria a única finalidade de facilitar para as clientes caso você faça dois produtos muito diferentes e com tamanhos fixos.

    Eu já vi tanto jogo americano quanto sousplats das mais diferentes formas, tamanhos e cores. Nesse caso, o nome que damos é só um detalhe.

    sousplat de crochê em barbante na cor creme

    Espero que esse texto tenha te ajudado a entender um pouco melhor como escolher a linha para sousplat de crochê! Se você gostou, compartilhe esse post e deixe um comentário! 🙂